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Síntese Moderna da Evolução: uma aproximação filosófica ao conceito de “síntese”

Leonardo Augusto Luvison Araújo

Autor
Leonardo Augusto Luvison Araújo
Revista
Revista Helius
Edição
3 / 2
Ano
2021
Páginas
1374-1391
Idioma
pt
2021Leonardo Augusto Luvison Araújo. Síntese Moderna da Evolução: uma aproximação filosófica ao conceito de “síntese”. Revista Helius, v. 3, n. 2, p. 1374-1391, 2021.2

Julian Huxley cunhou o termo Síntese Moderna, na obra “Evolution: The Modern Synthesis” (1942), para se referir à interpretação emergente sobre os fenômenos evolutivos nos anos 1920-1940. Desde então, o conceito de “síntese” tornou-se familiar na Biologia Evolutiva, sendo empregado, na maioria das vezes, sem uma definição explícita. Neste artigo, apresento uma aproximação filosófica ao conceito de síntese, explorando de que forma ele é empregado na Biologia Evolutiva e qual papel epistêmico e não-epistêmico este conceito parece cumprir, principalmente na chamada Síntese Moderna da Evolução. O significado mais óbvio e intuitivo para o conceito de síntese está relacionado às diferentes formas de unificação teórica e disciplinar na Biologia Evolutiva. No entanto, este conceito não encerra seu significado como sinônimo de unificação, sendo empregado em ao menos outros dois sentidos: na compreensão da estrutura e das mudanças científicas de larga escala do pensamento evolutivo; e como um movimento social e institucional na Síntese Moderna.