Voltar para Artigos
Artigos

Sobre a apropriação de Heidegger à filosofia prática de Aristóteles, em especial quanto ao conceito de Phrónesis

Roberto S. Kahlmeyer-Mertens

Autor
Roberto S. Kahlmeyer-Mertens
Revista
Sofia
Edição
13 / 2
Ano
2024
DOI
10.47456/sofia.v13i2.46504
Páginas
e13246504-e13246504
Idioma
pt-BR
2024Roberto S. Kahlmeyer-Mertens. Sobre a apropriação de Heidegger à filosofia prática de Aristóteles, em especial quanto ao conceito de Phrónesis. Sofia, v. 13, n. 2, p. e13246504-e13246504, 2024.2

O tema do artigo é a apropriação heideggeriana da filosofia prática de Aristóteles, e como isso implicaria no conceito de “phrónesis”; questiona-se sobre qual seria o papel reservado a este conceito aristotélico em suas investigações na década de 1920. Objetiva-se indicar como esta é pensada em duas importantes obras desse período, o Relatório Natorp e Platão: Sofista. Meta relacionada é compreender como o conceito aparece no âmbito das interpretações fenomenológicas sobre o estagirita, especialmente na Ética a Nicômaco. Pretende-se indicar que a phrónesis (tratada como circunvisão e trazendo em si a gênese do existencial cuidado) é o que pode nos orientar praticamente em nossos comportamentos, proporcionando uma visão do aberto e implicando na interação com nosso ser. Caberá indicar como a phrónesis está ligada a um modo de desencobrimento do ser-aí e evidenciar como o ente que somos se dá à futura fenomenologia-existencial de Heidegger.