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SOBRE A CARACTERIZAÇÃO DA FORMA DO BEM NO LIVRO VI DA REPÚBLICA E A SUPERIORIDADE MORAL E POLÍTICA DO FILÓSOFO REI

Henrique Gonçalves de Paula

Autor
Henrique Gonçalves de Paula
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
1 / 02
Ano
2009
DOI
10.36311/1984-8900.2009.v1n02.4310
Páginas
74-89
Idioma
pt
2009Henrique Gonçalves de Paula. SOBRE A CARACTERIZAÇÃO DA FORMA DO BEM NO LIVRO VI DA REPÚBLICA E A SUPERIORIDADE MORAL E POLÍTICA DO FILÓSOFO REI. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 1, n. 02, p. 74-89, 2009.2

Comentadores contemporâneos da República pretendem ter identificado um problema na argumentação platônica dos livros centrais que institui o filósofo como chefe da cidade e indivíduo justo por excelência. Segundo eles, a descrição platônica da Forma do Bem é excessivamente abstrata e geral para que seu conhecimento constitua a sabedoria prática necessária a superioridade moral e política do filósofo. A alegação geral é a de que o conhecimento das Formas e do Bem não fornece ao filósofo nenhuma vantagem com relação aos outros possíveis candidatos à administração dos interesses da cidade. Neste artigo pretendemos fornecer uma interpretação da natureza da Forma do Bem e do significado de seu entendimento que evite a crítica dos comentadores. Nossa análise se limitará somente a alguns trechos selecionados do livro VI que nos falam sobre a Forma do Bem, suficientes para a apresentação geral de nossa visão.