- Autor
- Doraci Engel
- Revista
- Veritas (Porto Alegre)
- Edição
- 64 / 3
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.15448/1984-6746.2019.3.34644
- Páginas
- e34644
- Idioma
- pt
Se crer com base em razões é algo que aparentemente envolve passos e toma tempo o que nos previne de considerar o julgamento inferencial ou o raciocínio de um modo geral como uma atividade, o produto de um tipo especial de agência? A ideia de que há atividade genuína quando realizamos uma inferência está implícita em vários autores. Neste artigo analiso uma defesa explicita desta concepção: a tese desenvolvida por Paul Boghossian de que a inferência é uma forma de ação cognitiva. Argumento que há um contraste na estrutura das razões e de causação entre crer por razões e agir por razões. E concluo que o que parece ser ativo no caso especifico de raciocínio, que é fazer uma inferência, deve-se a sua conexão conceitual com o estado de crença. Quando cremos que p com base em q, cremos por uma razão que nos é dada por uma outra crença.
