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Sobre a pobreza e a riqueza: estudo das reflexões sobre a pobreza e a riqueza nos sermões de Santo Agostinho

Ricardo Evangelista Brandão

Autor
Ricardo Evangelista Brandão
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
24 / 1
Ano
2024
DOI
10.31977/grirfi.v24i1.3638
Páginas
1-15
Idioma
pt
2024Ricardo Evangelista Brandão. Sobre a pobreza e a riqueza: estudo das reflexões sobre a pobreza e a riqueza nos sermões de Santo Agostinho. Griot : Revista de Filosofia, v. 24, n. 1, p. 1-15, 2024.2

O Aurélio Agostinho quando foi sagrado bispo em Hipona teve contato com uma comunidade em situação de extrema desigualdade social, e somando-se à sua compreensão do amor bidirecional (a Deus e ao próximo), traduzida em uma inconformação com o sofrimento alheio, na função de bispo teve a oportunidade de lutar com as armas à sua disposição por uma vida menos indigna para os mais pobres. Logo, o conceito de pobreza que aparece nas entrelinhas de seus textos e sermões é traduzida como escassez de recursos materiais que impossibilita as pessoas de conseguir o básico para a sobrevivência. Entre as armas usadas pelo bispo filósofo está a exortação em seus sermões, que além de denunciarem a intensa desigualdade da sociedade, ponderavam sobre formas de dirimir esse imenso abismo entre ricos e pobres. Assim, nesse artigo analisaremos as elucubrações de Agostinho nos sermões: 345, 355, 60, 61, 161, 14, que refletem de forma crítica a pobreza e a riqueza. Os mencionados sermões se destacam no assunto por suas reflexões críticas, porquanto, embora tratem com bastante dureza o rico e sua acumulação de riqueza se solidarizando com os menos favorecidos, e em momentos diversos igualmente têm um olhar crítico para com os pobres que idealizavam por sonho, desejo ou meta de vida possuir riquezas.