“Sobre a revolução”, de Hannah Arendt: revolução, guerra, violência e os marcos de fundação das tradições republicanas modernas
Uílder do Espírito Santo Celestino
- Autor
- Uílder do Espírito Santo Celestino
- Revista
- Philósophos - Revista de Filosofia
- Edição
- 31 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.5216/phi.v30i1.85735
- Idioma
- pt
O artigo analisa a obra Sobre a revolução, de Hannah Arendt, destacando a distinção entre violência, guerra e revolução. A autora separa esses conceitos ao afirmar que a violência pertence a um mito fundacional e não define o fenômeno revolucionário. A revolução, por sua vez, é entendida como um acontecimento político moderno ligado à liberdade e à capacidade humana de iniciar algo novo. Diferente das guerras e insurreições, marcadas pela violência, a revolução implica a fundação de um novo corpo político. O texto também discute a influência de experiências históricas, como as revoluções “Americana” e Francesa e sua leitura de pensadores como Aristóteles, Maquiavel e Hegel. Por fim, destaca-se a crítica arendtiana à filosofia da história, que reduz a ação humana a um papel passivo, contrapondo-a à ideia de ação como criação do novo enquanto fundação republicana, uma condição de continuidade da humanidade na terra.
