Voltar para Artigos
Artigos

Sobre as paixões humanas em Thomas Hobbes

Lara Rocha, Raphaela Cândido

Autor
Lara Rocha, Raphaela Cândido
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 3
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i3.2438
Páginas
1-14
Idioma
pt
2021Lara Rocha, Raphaela Cândido. Sobre as paixões humanas em Thomas Hobbes. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 3, p. 1-14, 2021.2

O artigo tem como objetivo identificar as principais paixões que perpassam o corpus teórico hobbesiano. Para tanto, iniciar-se-á a exposição analisando o mecanismo das paixões fundamentado pelo autor. A seguir, será destacado de que modo as paixões desenfreadas inviabilizam a convivência pacífica entre os indivíduos, estabelecendo um cenário em que os conflitos são inevitáveis. Tendo isto em vista, duas delas serão analisadas mais pormenorizadamente: a vanglória e o medo. Após ressaltar que o homem hobbesiano tende naturalmente para o benefício próprio, para a competição e para a dominação, representando uma ameaça para o outro, será assinalado como o Estado se afirma como o artifício que objetiva disciplinar as paixões. Esta parte da argumentação analisará as paixões desejáveis para a manutenção da vida civil, com destaque para a esperança, para o desejo de conforto e deleite, para o desejo de conhecimento e das artes, assim como para o próprio medo e a vanglória.