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Sobre o messianismo no fragmento político-teológico de Walter Benjamin

Mauro Rocha Baptista

Autor
Mauro Rocha Baptista
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
16 / 2
Ano
2017
DOI
10.31977/grirfi.v16i2.759
Páginas
382-397
Idioma
pt
2017Mauro Rocha Baptista. Sobre o messianismo no fragmento político-teológico de Walter Benjamin. Griot : Revista de Filosofia, v. 16, n. 2, p. 382-397, 2017.2

O presente artigo tem o objetivo de analisar o texto do Fragmento Político-Teológico (1991) de Walter Benjamin. Apesar de ser um texto curto ele apresenta alguns elementos fundamentais para se estruturar a argumentação benjaminiana sobre a história. Neste fragmento é trabalhada a figura de um messias que é responsável por levar o acontecimento histórico à termo. O messianismo presente em Benjamin se aproxima assim da realização do estado de exceção efetivo proposto por ele em suas Teses sobre o conceito de história (In: LÖWY, 2005). Um estado de exceção que não represente apenas a suspensão das regras, mas a sua completa aniquilação. Desta forma o messianismo reflete um potencial de profanação, de retirada da sacralização das leis em nome de uma retomada do uso comum. A proposta benjaminiana encaminha para uma constituição de uma forma de política que não se limite à simples reprodução do status quo, mas represente, de fato, uma efetivação, uma aniquilação, de tudo o que se tornou opressor no acontecer histórico.