SOBRE O SER E SEUS MÚLTIPLOS SIGNIFICADOS NA METAFÍSICA DE ARISTÓTELES
Jéssyca Aragão de Freitas
- Autor
- Jéssyca Aragão de Freitas
- Revista
- Polymatheia - Revista de Filosofia
- Edição
- 11 / 2018
- Ano
- 2021
- Idioma
- pt
O presente artigo tem por objetivo apresentar um estudo sobre o conceito de ser e seus múltiplos significados postulados por Aristóteles em sua Metafísica. Para tanto, iniciaremos nossa exposição demonstrando como o filósofo de Estagira supera eleatas e platônicos ao recusar uma interpretação unívoca e transcendente do ser, formulando um novo conceito de ser, que “se diz em muitos sentidos” (Metafísica, 1003b 5). O ser aristotélico é, em sua melhor expressão, cada uma das coisas que é, e cada uma das coisas que é, em seu sentido mais latente, equivale à substância (ousía), pela qual o sentido último do ser se revela. A substância surge, na metafísica aristotélica, como o princípio único através do qual os múltiplos significados do ser e as diferentes categorias adquirem unidade e se mantêm existindo, na medida em que todas as categorias e todos os sentidos de ser requerem uma referência à substância.
