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SUICÍDIO: Reflexões psicanalíticas

Renata Dumont Flecha

Autor
Renata Dumont Flecha
Revista
Sapere Aude
Edição
15 / 29
Ano
2024
DOI
10.5752/P.2177-6342.2024v15n29p128-144
Páginas
128-144
Idioma
pt
2024Renata Dumont Flecha. SUICÍDIO: Reflexões psicanalíticas. Sapere Aude, v. 15, n. 29, p. 128-144, 2024.2

O tema do suicídio foi e continua sendo um enigma desafiador. Para muitos ainda é um assunto proibido, provocando uma variedade de opiniões, posições e interpretações para as religiões, filosofias e ciências. Nele se articulam uma série de fatores que podem ser de ordem genética, biológica, cultural, social e psicológica, configurando, assim, em uma interrogação psicossocial multifacetada, também classificado como um problema de saúde pública. Ao longo da história da humanidade, o suicídio, atrelado aos tempos e lugares, foi compreendido e tratado de formas diversas. A Psicanálise, através de seu objeto de estudo, o inconsciente, também nos oferece contribuições, associando o ato suicida com a constituição subjetiva e a teoria pulsional, preconizada por Freud. Em uma posição distinta da importante contribuição de Émile Durkheim sobre o tema, que define o suicídio como um fenômeno social e não individual, a Psicanálise traz para o centro das discussões a existência de uma força interna permanente, a pulsão de autodestruição, associada à pulsão de morte, que pode promover um desfecho trágico: a morte, diante do nosso constante mal-estar e desamparo.