SUICÍDIO. UMA DISCUSSÃO URGENTE! Alguns aportes a partir das éticas estoica e kantiana
Paulo César Nodari, Cacilda Jandira Corrêa Mezzomo
- Autor
- Paulo César Nodari, Cacilda Jandira Corrêa Mezzomo
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 15 / 29
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2024v15n29p94-110
- Páginas
- 94-110
- Idioma
- pt
Com o auxílio de pesquisas, constata-se o crescimento do número de suicídios, ou então, tentativas de suicídio, tanto no Brasil, como também no mundo. Diante dessa constatação, busca-se refletir sobre o tema do suicídio, à luz de duas visões e concepções distintas a respeito da presente pesquisa. Trata-se, pois, de trazer à tona a reflexão e as razões do suicídio, de acordo, por um lado, com a visão estoica, especialmente, da concepção senequiana do suicídio, argumentado que o mesmo é moralmente aprovado, porque tal atitude significaria, em última análise, domínio sobre si mesmo e atitude livre e autônoma, enquanto que, por outro lado, para a concepção kantiana é moralmente reprovado, justamente, porque significaria não assumir a dignidade enquanto humanidade que há em si como racional, e, enquanto tal, fim em si mesma. Por fim, apresenta-se uma admoestação à sociedade para que este tema não seja negligenciado ou camuflado, mas, antes, pelo contrário, seja assumido como assunto reflexivo de importância, abrangência e cuidado de toda a humanidade. Supera-se, por conseguinte, as visões fundamentalistas, maniqueístas, moralistas de haver vitoriosos e vencidos neste debate e enfrentamento, exatamente porque o interesse precisa, simultaneamente, estender-se e abranger a todos e a cada um.
