- Autor
- Fabrizio Carlino
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 47 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2024.v47.n1.e0240013
- Páginas
- e0240013
- Idioma
- it
O conceito de transição parece estar ligado, na teoria marxista, a uma concepção dialética do processo histórico, na medida em que se apresenta como uma necessidade resultante do desenvolvimento das condições impostas pela velha sociedade. Na obra de Louis Althusser, que em meados da década de 1960 se impôs ao debate marxista francês com posições críticas a qualquer resíduo da filosofia da história no materialismo dialético, o papel da transição parece tão problemático como sempre. Porém, na segunda metade da década de 1970, o filósofo francês travou uma batalha em defesa do conceito de ditadura do proletariado, ligado ao de transição. Este artigo pretende tornar inteligível esta aparente contradição. Tentar-se-á assim manter unido o mecanismo de estruturação, que proíbe a ideia de uma transição dialética para o comunismo, e a oposição ao abandono da perspectiva da ditadura do proletariado na urgência da luta contra o eurocomunismo . Somente a ideia de ação coercitiva sobre os elementos da estrutura poderá substituir a necessidade dialética na sua função de fundamentar a preservação da referência à ditadura no processo revolucionário.
