Voltar para Artigos
Artigos

TELEPRESENÇA E PRESENÇA SOCIAL: CONSEQUÊNCIAS ÉTICAS DO USO DE CHATBOTS NO AVANÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Gabriel Fefin

Autor
Gabriel Fefin
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
17 / 43
Ano
2026
DOI
10.36311/1984-8900.2025.v17n43.p107-131
Páginas
107-131
Idioma
pt
2026Gabriel Fefin. TELEPRESENÇA E PRESENÇA SOCIAL: CONSEQUÊNCIAS ÉTICAS DO USO DE CHATBOTS NO AVANÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 17, n. 43, p. 107-131, 2026.2

Este artigo tem como objetivo abordar possíveis consequências éticas da interação social em ambientes virtuais, em especial de chatbots, provenientes dos conceitos de telepresença e presença social. Propomos uma análise de consequências acerca do extrativismo de dados e a assimetria de poder provocada pelas grandes empresas de tecnologia (Big Techs), sob a ótica de Shoshana Zuboff (2020) e Evgeny Morozov (2018). A telepresença, inicialmente voltada para operações de risco, evoluiu para experiências sociais e comunicacionais, como videoconferências e redes sociais, enquanto a presença social enfatiza a percepção da interação com outros agentes, naturais ou virtuais. Tais conceitos são esclarecidos por interlocutores do conceito de presença e por Luciano Floridi (2013). A presença social virtual se fortalece com tecnologias sensoriais e imersivas, ampliadas pela inteligência artificial e telepresença, que adapta mensagens e cria conteúdos realistas, como os chatbots atuais. Assim, a telepresença contemporânea busca proporcionar experiências imersivas, estimulando os sentidos e criando a experiência de “estar lá”. Nesse sentido, como recurso de análise, utilizaremos os chatbots para investigar problemáticas da inteligência artificial no campo da telepresença e presença social, em uma perspectiva ontológica e epistemológica. Por fim, o seguinte problema central guia nosso artigo: O extrativismo de dados e a assimetria de poder de Big Techs decorrentes da interação de agentes com chatbots, podem ser explicados a partir do conceito de telepresença e de presença social?