TERRITÓRIO, IDENTIDADE E RESISTÊNCIA: A LUTA DA COMUNIDADE QUILOMBOLA MUCAMBO EM SANTA CRUZ DE GOIÁS
Josias José Silva Junior, Sandra Regina Sales, Patricia Regina de Oliveira , Ozana Pereira de Sousa, Adriana Lopes
- Autor
- Josias José Silva Junior, Sandra Regina Sales, Patricia Regina de Oliveira , Ozana Pereira de Sousa, Adriana Lopes
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 26 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2026v26n1ID42151
- Páginas
- AI05
- Idioma
- pt
A Constituição Federal de 1988 representa um marco histórico ao reconhecer a trajetória e as territorialidades das comunidades quilombolas, formadas por descendentes de escravizados fugitivos. Apesar de quase quatro décadas de legitimidade, essas comunidades ainda enfrentam desafios significativos para a efetivação de seus direitos, especialmente quanto à posse dos territórios e à preservação de sua cultura. Persistem entraves burocráticos, discriminação étnico-racial e conflitos fundiários que dificultam o acesso à terra e perpetuam injustiças históricas. Nesse contexto, os quilombolas seguem lutando por justiça social, educação, saúde e representatividade política. O processo de reconhecimento e regularização fundiária permanece lento e desigual, refletindo a complexidade das relações entre o Estado e as comunidades tradicionais. Este estudo busca compreender como o Estado brasileiro percebe e trata a territorialização e as tradições culturais quilombolas, tomando como referência a Comunidade Mucambo, localizada em Santa Cruz de Goiás. A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica, análise documental e de registros fotográficos, além de entrevistas com representantes da comunidade. As informações obtidas em fontes secundárias e relatos orais possibilitaram um olhar aprofundado sobre o processo de reconhecimento do território. Ao final, evidencia-se que a Comunidade Mucambo enfrenta múltiplos desafios no percurso de legitimação territorial e preservação cultural, mas mantém formas de resistência que reafirmam sua identidade e fortalecem sua luta por direitos e justiça social.Parte superior do formulário
