The generative mechanisms of early Chinese cosmology and supernatural narratives: the Classic of Mountains and Seas and “the zhiguai tradition”
Beibei Lan
- Autor
- Beibei Lan
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 48 / 5
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2025.v48.n5.e025236
- Páginas
- e025236
- Idioma
- en
O primeiro entendimento mundial chinês foi fundamentado em um modo gerativo de cognição, em vez de ser em sistemas teóricos abstratos. Em vez de começar de conceitos abstratos ou doutrinas cosmológicas fixas, o pensamento precoce construiu ordem inteligível através de um processo contínuo de atribuição de posição, registro de diferença e formação de padrões de conexão significativa. Visto dessa maneira, o Clássico das Montanhas e Mares (Shanhai Jing) e a tradição zhiguai compartilham uma lógica estrutural comum: um organiza o cosmos, através da ordem espacial e dos seres diferenciados, o outro redireciona essa lógica para compreender o conflito ético, a emoção e o destino inteligente dentro da experiência humana. Apesar de seus sujeitos divergentes, ambos corpora dependem de uma lógica pré-teórica compartilhada, que transforma o desconhecido e extraordinário em elementos de um mundo interpretável. A estrutura desses materiais, através da cognição gerativa, possibilita ler narrativas antigas sobrenaturais não como invenção mítica ou curiosidade literária, mas como um modo importante de articulação filosófica, antes da abstração conceitual. Eles esclarecem o quão cedo a China se transformou de um projeto, voltado para a construção de um mundo, para um de interpretar a vida, e como um sentido coerente de ordem poderia surgir de práticas de diferenciação, colocação e correlação. Nesse sentido, a cognição gerativa oferece uma ponte conceitual entre cosmologia e antropologia, dentro do primeiro pensamento chinês, e fornece uma lente valiosa para reavaliar a formação do raciocínio filosófico chinês. Submissão: 17/11/2025 – Decisão: 06/01/2026 – Revisão: 20/01/2026 – Publicação: 12/02/2026
