- Autor
- Yunqin Hu, Kai Xu
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 48 / 03
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2025.v48.n3.e025180
- Páginas
- e025180
- Idioma
- en
Este artigo argumenta que os primeiros sete capítulos de Jornada ao Oeste constituem um esquema cultural-filosófico centrado em como “a natureza se humaniza”. O arco narrativo de Sun Wukong – do “Macaco de Pedra Nascido do Céu” ao “Buda Lutador Vitorioso” – simboliza a transformação da vida natural, por meio de arquétipos culturais e ordem simbólica. Concentrando-se em se o crescimento de Sun Wukong pode ser interpretado como uma metáfora para a humanização da natureza, o artigo desafia visões redutoras do romance como mera alegoria religiosa ou folclore. Com base na teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo de Jung, na cosmologia do yin-yang e dos Cinco Elementos, nos Comentários sobre o Livro das Mutações e na linhagem confucionista do ritual-mente-Céu (li-xin-tian), o estudo analisa a narrativa em quatro dimensões: inconsciente coletivo e despertar; ordem simbólica e construção espiritual; racionalidade histórica e síntese humanística; estrutura cósmica e projeção filosófica. O texto conclui que a estrutura narrativa do romance codifica um modelo simbólico de “tornar-se humano”, oferecendo uma visão filosófica das concepções chinesas sobre a natureza humana, a cosmologia e a evolução espiritual. Submissão: 20/08/2025 – Decisão: 16/09/2025 - Revisão: 30/09/2025 – Publicação: 20/10/2025
