THE ONTOLOGICAL RESISTANCE OF MATERIAL IN THE WORK OF ART: A CRITICAL EXAMINATION FROM PLATO TO HEIDEGGER
Zeynep Münteha Kot
- Autor
- Zeynep Münteha Kot
- Revista
- Synesis (ISSN 1984-6754)
- Edição
- 18 / 2
- Ano
- 2026
- Páginas
- e3529-e3529
- Idioma
- en
Este artigo tem como objetivo reavaliar o estatuto ontológico do material na obra de arte por meio de uma linha de pensamento que se estende de Plato a Martin Heidegger. A tese central defendida é que, na tradição estética ocidental, o material foi sistematicamente suprimido, e que essa supressão se baseia em um pressuposto ontológico persistente que se mantém até Heidegger. Em Platão, o material é relegado a um plano de aparência que o afasta da verdade; em Aristotle, ele perde sua autonomia ontológica ao ser concebido como suporte da forma. Embora Roman Ingarden e Nicolai Hartmann transformem esse legado, ainda assim situam o material como uma camada inferior que não produz sentido. No âmbito dos conceitos de terra (Erde) e mundo (Welt), desenvolvidos no seminário “The Origin of the Work of Art” de Heidegger, examina-se a possibilidade de repensar o material. Por fim, coloca-se a seguinte questão: Heidegger conseguiu, de fato, libertar o material em sua autonomia ontológica?
