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THE ROLE OF SOCIODEMOGRAPHIC VARIABLES AND SPIRITUAL WELL-BEING IN PREDICTING LEVELS OF HAPPINESS IN BRAZILIANS

Sandra Adriana Neves Nunes, Jhessica Santos Costa, Ana Karolynne Silva de Almeida, Marcos Gimenes Fernandes

Autor
Sandra Adriana Neves Nunes, Jhessica Santos Costa, Ana Karolynne Silva de Almeida, Marcos Gimenes Fernandes
Revista
Synesis (ISSN 1984-6754)
Edição
15 / 4
Ano
2023
Páginas
289-314
Idioma
en
2023Sandra Adriana Neves Nunes, Jhessica Santos Costa, Ana Karolynne Silva de Almeida, Marcos Gimenes Fernandes. THE ROLE OF SOCIODEMOGRAPHIC VARIABLES AND SPIRITUAL WELL-BEING IN PREDICTING LEVELS OF HAPPINESS IN BRAZILIANS. Synesis (ISSN 1984-6754), v. 15, n. 4, p. 289-314, 2023.3

Pesquisadores têm buscado compreender se a felicidade pode estar associada a variáveis sociodemográficas e ao bem-estar espiritual, mas têm havido algumas controvérsias nos resultados. Por essa razão, esta pesquisa visa investigar se fatores sociodemográficos (gênero, idade, etnia/raça, estado civil, renda) e bem-estar espiritual predizem percepção subjetiva da felicidade dos brasileiros. Trata-se de uma pesquisa descritiva, relacional e de corte transversal (n = 769), tendo os participantes a idade média de 33,18 anos (DP = 11,99). Observou-se que os brasileiros apresentam altos níveis de felicidade e que pessoas mais velhas, com maior escolaridade e com maior renda familiar reportaram níveis mais altos de felicidade. O modelo que melhor predisse felicidade incorporou duas dimensões do bem-estar espiritual (conexão consigo próprio/a e conexão com Deus) e três variáveis sociodemográficas (estado civil, renda e idade). Os resultados advindos desse estudo poderão servir para subsidiar a prática clínica de profissionais da saúde e saúde mental, dando atenção ao bem-estar espiritual dos seus pacientes. Ademais, as intervenções clínicas e pedagógicas podem levar em consideração o estado civil e a idade, focando em pessoas mais jovens e solteiras. Finalmente, esses achados podem reforçar, no âmbito da construção de políticas públicas, a necessidade de fortalecer políticas assistenciais de transferência de renda, como uma forma de combate à desigualdade e injustiça social, já que renda justa também aparece como preditor da felicidade.