Voltar para Artigos
Artigos

TRADIÇÃO, TOMISMO E TEÍSMO NA FILOSOFIA MORAL DE ALASDAIR MACINTYRE

Isabel Cristina Rocha HIpólito Gonçalves

Autor
Isabel Cristina Rocha HIpólito Gonçalves
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
9 / 18
Ano
2019
DOI
10.26694/pensando.v9i18.6390
Páginas
235-264
Idioma
pt
2019Isabel Cristina Rocha HIpólito Gonçalves. TRADIÇÃO, TOMISMO E TEÍSMO NA FILOSOFIA MORAL DE ALASDAIR MACINTYRE. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 9, n. 18, p. 235-264, 2019.2

Alasdair MacIntyre ao realizar uma série de críticas à moralidade e à filosofia moral modernas e contemporâneas defende a tese de que o desacordo moral e a ausência de justificação racional para a moralidade é fruto do abandono do elemento teleológico da ética, especialmente, do abandono da ética aristotélica, o que o leva a propor a retomada da ética teleológica de Aristóteles. Essa retomada é justificada com a teoria da racionalidade das tradições, por meio da afirmação de que o modo tradicional de investigação é o melhor e que a tradição aristotélico-tomista corresponde a uma tradição moral superior às suas rivais. Com sua adesão a essa tradição, MacIntyre vai apontar Tomás de Aquino como o teórico que conseguiu reunir todas as características do modo tradicional de investigação moral, integrando a tradição aristotélica e a agostiniana, o que fez com que o próprio MacIntyre se aproximasse e se apropriasse cada vez de elementos fundamentais do tomismo. O tomismo de MacIntyre, por sua vez, sofre uma série de críticas e objeções, especialmente, em relação às tensões que se estabelecem no interior do pensamento do autor, que, em After Virtue, prometia um pensamento secular e pragmático. Este trabalho tratará dessa tensão e de algumas críticas direcionadas ao tomismo de MacIntyre.