Três Caminhos Contemporâneos para uma (Epi)Genética Transcendental: Malabou, a Tripla-Virada e a Epigênese Filosófica
Matheus Henrique da Mota Ferreira
- Autor
- Matheus Henrique da Mota Ferreira
- Revista
- Perspectivas
- Edição
- 9 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.20873-rpvn9v1-06
- Páginas
- 120-149
- Idioma
- pt
A obra de Catherine Malabou não somente se posiciona no interior de tendências recentes na filosofia que se autodeclaram como ‘viradas’, como também é capaz de expor alguns dos vetores geradores (genéticos e genésicos) desses movimentos. Na primeira parte deste artigo, buscaremos expor algumas questões pertinentes ao tema da epigênese da razão (ou do pensamento) para Malabou. A formulação particular de Malabou sobre tal epigenética, que exploraremos brevemente, servirá como ponto de passagem para a segunda parte, onde apresentaremos a noção de uma tripla-virada na filosofia/teoria/crítica contemporâneas. Nessa segunda parte, nossa intenção é mostrar que há (ao menos) três tendências que especificam algumas dessas viradas contemporâneas: a virada material; a virada ontológica; e a virada especulativa. Também tencionamos mostrar, entretanto, que as três integram um movimento maior, identificado por esse mesmo vetor (epi)genético transcendental que encontramos no trabalho de Malabou. Nessa tripla-virada, encontramos ao menos três caminhos para responder ao mesmo anseio de des-/re-estabilizar o transcendental, des-/re-construir uma fundamentação para a continuação da missão crítico-filosófica. A epigênese do transcendental se revela então como estratégia contemporânea para seguir re-generando a filosofia, o que hoje parece depender da negociação com a herança dessa tripla virada materialista-ontológica-especulativa.
