Voltar para Artigos
Artigos

Um herói da subjetividade

Oliver Tolle

Autor
Oliver Tolle
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
5 / 2
Ano
2018
DOI
10.26512/rfmc.v5i2.12592
Páginas
107-122
Idioma
pt
2018Oliver Tolle. Um herói da subjetividade. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 5, n. 2, p. 107-122, 2018.2

O objetivo do presente artigo é examinar em que medida, para Hegel, a reforma luterana foi capaz de reestabelecer o vínculo entre indivíduo e divino. Como se sabe, o catolicismo fundou a figura do santo e do sacerdote como mediadores, privando o sujeito da liberdade de se dirigir a Deus a partir de sua própria interioridade. Nesse sentido, o ensinamento de Lutero se pauta pela simplicidade: ele recusa as relações exteriores tradicionais da igreja e procura conservar apenas o essencial do cristianismo, quer dizer, o acesso subjetivo ao supramundano. Buscou-se também fugir das interpretações biográficas, que vêem na obra e nas cartas de Hegel uma tentativa de superação da reforma, entendo-se que não está em jogo uma perspectiva de correção ou melhoria do cristianismo instituído, qualquer que seja a sua forma, mas sim uma tentativa de compreensão das manifestações históricas de sua doutrina.