- Autor
- Jose Nivaldo da Fonseca
- Orientador(a)
- Carlos Alberto Gomes dos Santos
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2004
Nesta tese, à luz do prisma filosófico, empreendemos um olhar que abrangeu o pensamento médico-filosófico desde a Antigüidade, uma época em que houve uma estreita colaboração entre Filosofia e Medicina, baseada na pesquisa mútua dos aspectos etiológicos, quer da enfermidade da alma, quer daquela do corpo - foi a época do nascimento e apogeu da Analogia Médica; na Idade Média, identificou um """"estado de hibernação"""" da Analogia Médica no século XII, seguido de um leve despertar no seculo XIII, a volta a um estado de adormecimento e o despertar definitivo, no seculo XV; na Renascença, captou a retomada dos textos médicos e a queda do saber galenico tradicional; na Modernidade, finalmente, diagnosticou o início do distanciamento entre os saberes filosófico e médico, com o respectivo definhamento da Analogia Médica. Desde então, nosso olhar aprofundou-se nas idas e vindas do saber médico-filosófico, especulando as causas e consequencias desse distanciamento, e chegou a conclusão de que o legado deixado pelo pensamento médico moderno orientou e orienta a Medicina contemporanea para um sentido de desumanização em relação a pessoa do paciente. Por fim, depois de tanto ver, nossa razão assentiu para a necessidade de uma reforma na Medicina, principalmente em sua Paidéia, baseada numa próxima colaboração com a Filosofia a fim de receber subsídios quanto a questão central de qualquer procedimento terapeutico: qual é o ser do ser humano?
