- Autor
- DOUGLAS WILLIAM LANGER
- Orientador(a)
- FEDERICO FERRAGUTO
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ — PUCPR
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2024
ESTA TESE OBJETIVA INVESTIGAR A DEFESA DA NOÇÃO DE TRANSCENDENTAL NA APRESENTAÇÃO DA DOUTRINA DA CIÊNCIA (1801/02) À LUZ DAS CRÍTICAS ENDEREÇADAS A ESSA FORMA DE FILOSOFAR. PARA REALIZAR ESSA TAREFA, LEVAMOS A CABO UMA EXTENSA RECONSTRUÇÃO HISTORIOGRÁFICA DAS CIRCUNSTÂNCIAS EM TORNO DA ELABORAÇÃO DESSA VERSÃO DA DOUTRINA DA CIÊNCIA. NO PRIMEIRO E SEGUNDO CAPÍTULO, ANALISAMOS AS PRIMEIRAS CRÍTICAS LEVANTADAS PELOS OUVINTES DE FICHTE EM JENA CONTRA O SEU SISTEMA, ESPECIALMENTE AQUELAS CONCERNENTES A UM CERTO VAZIO NESTA, RESULTANTE DO PROCESSO ESPECULATIVO (ABSTRAÇÃO/REFLEXÃO) QUE RESIDE NO COMEÇO DA WISSENSCHAFTSLEHRE. ENTÃO, NO TERCEIRO E QUARTO CAPÍTULO, NOS FOCAMOS NAS ALTERNATIVAS ESPECULATIVAS QUE EMERGIRAM ENQUANTO TENTATIVAS DE RESOLVER AS DEFICIÊNCIAS DA DOUTRINA DA CIÊNCIA E SEU PROCEDER ABSTRATO. DEFENDEMOS QUE A FILOSOFIA DE F.W.J SCHELLING E C.G BARDILI REPRESENTAM AS MAIS IMPORTANTES EMPREITADAS DESSE TIPO NA TRANSIÇÃO DO SÉCULO DEZOITO PARA O DEZENOVE. SCHELLING COM A SUA FILOSOFIA DA NATUREZA E SUA FILOSOFIA DA IDENTIDADE, E BARDILI COM SEU REALISMO LÓGICO. SCHELLING PRIMEIRO TENTOU CONCEBER UMA COMPLETAÇÃO DA FILOSOFIA TRANSCENDENTAL SUGERINDO SEU PARALELO, A FILOSOFIA DA NATUREZA. DEPOIS, TENTOU APRESENTAR UM TODO IMANENTE ONDE SUBJETIVO E OBJETIVO TERIAM UMA IDENTIDADE QUALITATIVA SOB O CONCEITO DE RAZÃO - SEU ABSOLUTO. EM RESUMO, AMBAS AS SUAS FILOSOFIAS TENTARAM SUPERAR O PROBLEMA DO EXCEDENTE DEIXADO PARA TRÁS PELO PROCESSO ABSTRATIVO. POR SEU TURNO, OS ESCRITOS DE BARDILI MOSTRARAM UMA TENTATIVA DE ESCAPAR DA DETERMINAÇÃO DA CONSCIÊNCIA PELA EXPERIÊNCIA PARA ALCANÇAR UMA PURA IMANÊNCIA CHAMADA PENSAR ENQUANTO PENSAR, A QUAL APARECE ENQUANTO OUTRA COMPREENSÃO DO QUE É O ABSOLUTO. DE ACORDO COM FICHTE, AMBAS AS ALTERNATIVAS NEGLIGENCIAM OS PRINCÍPIOS TRANSCENDENTAIS ESTABELECIDOS ANOS ANTES PELAS CRÍTICAS DE KANT, E ASSIM SENDO, CARECEM DAQUELA AUTOEVIDÊNCIA QUE ELE ALCANÇOU ATRAVÉS DO PROCESSO ESPECULATIVO. NO QUINTO CAPÍTULO, NÓS FINALMENTE EXIBIMOS UM ESTUDO DETALHADO DO DESENVOLVIMENTO DA APRESENTAÇÃO DA DOUTRINA DA CIÊNCIA 1801/02, LIGANDO O PROCEDIMENTO DE FICHTE NESSE TEXTO COM AS CRÍTICAS QUE ELE ESTAVA CONFRONTANDO, DESTACANDO-SE ENTRE ELAS A NOÇÃO DE ABSOLUTO QUE HAVIA RECENTEMENTE APARECIDO. NÓS DEFENDEMOS QUE FICHTE MANTEVE SUA CONVICÇÃO NOS PRINCÍPIOS TRANSCENDENTAIS INTACTOS APESAR DAS NOVIDADES FILOSÓFICAS DAQUELE PERÍODO. MAIS DO QUE ISSO, ELE AINDA APRESENTOU SUA PRÓPRIA NOÇÃO DE ABSOLUTO, REENQUADRANDO A QUESTÃO NO INTERIOR DOS LIMITES DA FILOSOFIA TRANSCENDENTAL. MAIS PRECISAMENTE, ELE CONCEBEU O ABSOLUTO ATRAVÉS DO QUE NÓS CHAMAMOS DE PARALAXE TRANSCENDENTAL, A NEVRÁLGICA LACUNA ENTRE O REAL E O IDEAL. DESTA MANEIRA, ELE ENTENDEU ESSE CONCEITO ENQUANTO UMA PROGRESSÃO INFINITA NA SÍNTESE DA CAPACIDADE RACIONAL E O MUNDO: UMA INATINGÍVEL COMPLETUDE, UMA TAREFA INFINITA COMO RESULTADO DAQUELA PARALAXE.
