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Uma pérola em Kant: a recuperação do Juízo estético reflexionante Kantiano sob uma dimensão política

Paulo Eduardo Bodkiak Junior

Autor
Paulo Eduardo Bodkiak Junior
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 17
Ano
2010
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i17p21-43
Páginas
21-43
Idioma
pt
2010Paulo Eduardo Bodkiak Junior. Uma pérola em Kant: a recuperação do Juízo estético reflexionante Kantiano sob uma dimensão política. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 17, p. 21-43, 2010.3

Arendt encontrou na “Analítica do Belo”, mais precisamente no Juízo Estético Reflexionante, um paradigma para seu modo de definir o juízo político. Logicamente esta apropriação sem muitos pudores causa crítica entre os leitores de Kant dado o fato de que Arendt desconsidera todos os pressupostos do idealismo transcendental kantiano para chegar ao juízo estético reflexionante como paradigma do pensar político. Ela nos convida a refletir sobre os motivos que a levaram a desconsiderar a obra moral de Kant como referência para sua teoria política e, de maneira ainda mais intrigante, o que poderia autorizar Arendt a realizar tal recorte e a buscar uma filosofia política em uma obra tão inusitada. Assim, o juízo reflexionante é o fragmento teórico usado por ela a fim de retomar nossa capacidade de compreensão, pois esta é a nossa faculdade verdadeiramente política ao permitir a construção de critérios de ação a partir da comunicação entre os homens.