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UMA REFLEXÃO SCOTISTA SOBRE A INDIVIDUAÇÃO DO L’ADONNÉ

Susiane Kreibich

Autor
Susiane Kreibich
Revista
Synesis (ISSN 1984-6754)
Edição
13 / 2
Ano
2021
Páginas
226-235
Idioma
pt
2021Susiane Kreibich. UMA REFLEXÃO SCOTISTA SOBRE A INDIVIDUAÇÃO DO L’ADONNÉ. Synesis (ISSN 1984-6754), v. 13, n. 2, p. 226-235, 2021.2

Jean-Luc Marión propõe o L’adonné, aquele que é “interpelado” ou “chamado”, como alternativa para a superação do sujeito moderno. O interpelado é aquele que se constitui a partir do fenômeno da chamada, e esta se constitui fenomenologicamente segundo a convocação, a surpresa, a interlocução e a facticidade. A individuação do L’adonné se dá na facticidade da chamada, a qual estabelece uma equivalência entre o acesso de quem é chamado a si como “si”, realizando, assim, a ipseidade. A chamada possibilita ao “eu” se descobrir interpelado por ela, pois é anterior aquele que é chamado. Por outro lado, para João Duns Scotus a individuação é constitutiva ao singular e não pode se dar a partir de elementos exteriores a ele. A individuação é possibilitada pela estrutura ontológica do singular, sendo o indivíduo o resultado da contração da natureza (natura), estrutura compartilhada entre aqueles que pertencem à mesma espécie, pela diferença individual (differentia individualis), estrutura formal que possibilita a cada singular realizar-se exclusivamente.