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Uma topologia do ritornelo em Deleuze, Guattari e Deligny, onde as linhas não param de fugir

Carlos Henrique Machado

Autor
Carlos Henrique Machado
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
11 / 3
Ano
2025
DOI
10.48075/rd.v11i3.36115
Páginas
437-451
Idioma
pt
2025Carlos Henrique Machado. Uma topologia do ritornelo em Deleuze, Guattari e Deligny, onde as linhas não param de fugir. Revista DIAPHONÍA, v. 11, n. 3, p. 437-451, 2025.2

O conceito de ritornelo não pode ser pensado sem o contraponto entre a terra, o território e o cosmo. Pretendemos nesse artigo investigar de que forma, em Deleuze e Guattari, o ritornelo funciona como um operador do acontecimento, agenciando as forças do caos, forças terrestres e forças cósmicas e de que forma essas forças atravessam meios diversos que as expressam. A partir daí, veremos como esse agenciamento de forças se dá nas experiências de Fernand Deligny com as crianças autistas em Cévennes e de como cada encontro ali eram verdadeiros acontecimentos que estavam para além de qualquer lugar do sujeito e da consciência. Retomamos neste artigo o texto de nossa tese de doutorado em sua unidade intitulada Corpos em relação, o espírito e o campo intensivo.