- Autor
- L Felipe Alarcón
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 47 / 1
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2024.v47.n1.e0240079
- Páginas
- e0240079
- Idioma
- es
“Literatura e direito à morte” é provavelmente o texto mais citado do pensador francês Maurice Blanchot. Durante décadas tem sido discutido por figuras importantes como Emmanuel Levinas, Jacques Derrida ou mesmo o escritor Paul Auster. A sua importância é dupla: por um lado, é muitas vezes considerada uma importante via de acesso ao pensamento literário de Blanchot. Por outro lado, constitui um exemplo substancial da nova recepção de Hegel na França, uma vez terminada a Segunda Guerra Mundial. Embora não haja dúvidas sobre a sua inspiração Kojèvo-Hegeliana e o seu centro no que poderíamos chamar de “experiência literária”, este artigo pretende explorar outra das suas camadas: a sua relação com a discussão em torno do humanismo e do Terror, tão esquecida como central em França no final da década de 1940. Tentaremos, nesse artigo, lançar as bases para uma nova leitura desta peça fundamental da produção de Blanchot.
