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Usos schmittianos de conceitos spinozanos: Um caso do método de um falsificador

Francisco de Guimaraens, Maurício de Albuquerque Rocha

Autor
Francisco de Guimaraens, Maurício de Albuquerque Rocha
Revista
Cadernos Espinosanos
Edição
51
Ano
2024
DOI
10.11606/issn.2447-9012.espinosa.2024.226770
Páginas
15-36
Idioma
pt-BR
2024Francisco de Guimaraens, Maurício de Albuquerque Rocha. Usos schmittianos de conceitos spinozanos: Um caso do método de um falsificador. Cadernos Espinosanos, n. 51, p. 15-36, 2024.2

Este trabalho envolve a análise da presença de Spinoza nas obras de Carl Schmitt. Os objetivos do texto são os seguintes: a) identificaras razões de Schmitt ao sustentar seu discurso político em noções spinozanas; b) esclarecer as contradições entre as diferentes imagens de Spinoza que Schmitt projeta em seus escritos. Para alcançar tais objetivos, a investigação realizada neste texto abordou tanto o contraditório personagem Spinoza criado por Schmitt (filósofo antimecanicista, crítico do racionalismo, liberal, pensador da individualidade concreta) quanto os conceitos spinozanos manejados pelo jurista (conatus, natureza naturante, liberdade de consciência). A elucidação das táticas schmittianas de uso de filósofos hostis a seu projeto – caso de Spinoza – é relevante porque torna mais nítida a percepção das operações retóricas usadas por Schmitt na década de 1920 e nos primeiros anos da década de 1930 para ampliar a adesão aos propósitos não explicitados de sua atividade intelectual antes da sua adesão ao nazismo.