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Vasos que se quebram, vidas que se vão: cerâmicas em tumbas no norte bretão (séculos IV-II a.C.)

Pedro Peixoto

Autor
Pedro Peixoto
Revista
Antíteses
Edição
15 / 30
Ano
2022
DOI
10.5433/1984-3356.2022v15n30p023-057
Páginas
023-057
Idioma
pt
2022Pedro Peixoto. Vasos que se quebram, vidas que se vão: cerâmicas em tumbas no norte bretão (séculos IV-II a.C.). Antíteses, v. 15, n. 30, p. 023-057, 2022.4

Este artigo analisa a deposição de cerâmicas em contextos funerários da Idade do Ferro bretã. O enfoque será dado à região de Yorkshire durante os séculos IV-II a.C., discutindo dados obtidos em um total de cento e vinte e três sepultamentos. O artigo começa com uma discussão sobre os contextos dos achados cerâmicos, incluindo uma discussão de sinais de usos prévios dos artefatos em ritos de comensalidade. Em seguida, aborda o uso de estratégias mnemônicas durante os sepultamentos, com foco particular na quebra intencional de vasos. Em terceiro lugar, a discussão examina, ainda, os perfis das pessoas sepultadas com tais artefatos, em particular no tocante ao seu sexo e idade. Nesse sentido, procura indicar a existência de certos padrões de distribuição — particularmente entre indivíduos do sexo feminino em idade adulta—, variável significativamente conforme a faixa etária em ambos os sexos. O artigo argumenta, por fim, que a deposição de cerâmicas em sepultamentos indica uma realidade de relativa fluidez e compartilhamento entre os gêneros na esfera funerária. Paralelamente à análise central, a discussão oferece também uma avaliação crítica do debate historiográfico sobre a estética das cerâmicas da Idade do Ferro bretã.