Voltar para Artigos
Artigos

WILLIAM JAMES E WHITEHEAD SOBRE O MITO DA LACUNA EXPLICATIVA

Arthur Araujo

Autor
Arthur Araujo
Revista
Philósophos - Revista de Filosofia
Edição
24 / 1
Ano
2019
DOI
10.5216/phi.v24i1.53792
Idioma
pt
2019Arthur Araujo. WILLIAM JAMES E WHITEHEAD SOBRE O MITO DA LACUNA EXPLICATIVA. Philósophos - Revista de Filosofia, v. 24, n. 1, 2019.3

O artigo apresenta uma releitura do problema da lacuna explicativa partindo do empirismo de William James e Alfred N. Whitehead. Segundo as respectivas noções de experiência e processo de James e Whitehead, o artigo procura mostrar que a lacuna explicativa é um mito filosófico na medida em que sustenta uma continuidade ontológica ao mesmo tempo conjugada com uma descontinuidade epistemológica entre mente e mundo ou mente e cérebro – em particular, como ilustração dessa incongruência entre continuidade e descontinuidade, o núcleo do artigo se concentra em torno da revisão do chamado problema dos qualia. Partindo do empirismo de James e Whitehead, e tendo em vista a noção de continuidade, o artigo indica uma alternativa ao déficit epistemológico da lacuna explicativa assim como à visão internalista de mente que ela inspira – a ideia de que a mente está enclausurada no cérebro. Como resultado final, o artigo indica a atualidade do empirismo de James e Whitehead em consonância com as crescentes abordagens não-internalistas de mente e cognição em termos de continuidade que as noções respectivas de James e Whitehead de experiência e processo sugerem.