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Dissertações

A alegoria na lírica baudelairiana: uma leitura a partir de Walter Benjamin

Joana Pinheiro Gomes Areas

Dissertação
Autor
Joana Pinheiro Gomes Areas
Orientador(a)
Jeanne Marie Gagnebin de Bons
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2009
2009Joana Pinheiro Gomes Areas. A alegoria na lírica baudelairiana: uma leitura a partir de Walter Benjamin. 2009. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Jeanne Marie Gagnebin de Bons.3

Almeja-se, com esta dissertação, analisar como Walter Benjamin reabilita a forma alegórica da poesia das Fleurs du mal de Charles Baudelaire e, com isso, possibilita uma outra abordagem do poeta, revelando o seu caráter crítico. Através das noções de tempo e de história, Benjamin articula as imagens alegóricas do spleen com as imagens simbólicas do ideal, que, ao se justaporem na poesia baudelariana, oferecem uma imagem crítica da modernidade. É, justamente, a apresentação desta interpenetração de imagens, alegóricas e simbólicas, que evidencia a ambigüidade do tempo na modernidade. O resgate da forma alegórica de Baudelaire é, antes de tudo, o resgate de uma historicidade e de uma temporalidade, que revela o tempo em sua caducidade. A discussão da reabilitação da alegoria moderna de Baudelaire, vem acompanhada do estudo benjaminano da alegoria também presente no teatro do drama barroco. Tanto no barroco quanto na modernidade, a alegoria lança luz a essa dimensão da temporalidade histórica, que se contrapõe à eternidade e a plenitude do símbolo.