A arquitetura neo-colonial e o pensamento político nacionalista.
Marcelo da Rocha Silveira
- Autor
- Marcelo da Rocha Silveira
- Orientador(a)
- AQUILES CORTES GUIMARAES
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
A arquitetura Neocolonial Brasileira não foi somente uma simples proposta arquitetônica desenvolvida no início do século XX: ela interpretava, pela primeira vez na história brasileira, o que se poderia tomar como uma autêntica arquitetura nacional. Com isso, trouxe a reboque uma discussão sobre uma série de valores estéticos, políticos e morais que se coadunavam e contrapunham a outras vertentes do pensamento político e estético. Isso acontecia em um momento em que o Brasil estava imerso em uma crise econômica e política questionando antigos paradigmas. A nação brasileira se encontrava envolvida em meio a diversas correntes conservadoras e progressistas, mas havia em todas elas o denominador comum de que ser moderno era ser nacionalista. O conjunto de forças políticas levou o neocolonial de arquitetura oficial e representativa da elite dominante à arquitetura obsoleta. Ao mesmo tempo, esse estilo arquitetônico assumia diversas vertentes e se adequava à uma realidade nacional muito mais afeita às camadas menos prestigiadas da população. Este trabalho procura investigar a relação da arquitetura Neocolonial com o pensar nacionalista e suas bases teóricas através do pensamento de José Mariano Filho, isso é feito por base nos conceitos estéticos do filósofo Gerd Borheim e na semiótica de Umberto Eco.
