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A centelha do tempo: Nietzsche, a história e a memória

Rafael Gomes Nogueira Pereira

Autor
Rafael Gomes Nogueira Pereira
Revista
Sofia
Edição
15 / 1
Ano
2026
DOI
10.47456/sofia.v15i1.52062
Páginas
e15152062-e15152062
Idioma
pt
2026Rafael Gomes Nogueira Pereira. A centelha do tempo: Nietzsche, a história e a memória. Sofia, v. 15, n. 1, p. e15152062-e15152062, 2026.3

Neste artigo, propomos examinar a crítica de Nietzsche à racionalização do conhecimento histórico no século XIX. A hipótese que orienta esta análise sustenta que as críticas nietzschianas ao conhecimento histórico devem ser compreendidas a partir de seu entrelaçamento com a problemática da memória, uma vez que a cientifização do passado promove o acúmulo excessivo de memória e conduz à paralisação das potencialidades existenciais. Argumentamos, ainda, que a crítica nietzschiana pode ser mais bem compreendida quando situada em diálogo com a contribuição de Arthur Schopenhauer, especialmente a partir de sua obra O Mundo como Vontade e Representação. Assim, percorremos o entrelaçamento entre Nietzsche e Schopenhauer como meio de elucidar de forma mais precisa a perspectiva nietzschiana.