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Dissertações

A Concepção de Monarquia em John de Salisbury.

ELIANA BORGES FLEURY CURADO

Dissertação
Autor
ELIANA BORGES FLEURY CURADO
Orientador(a)
JOSÉ ANTÔNIO DE C. R. DE SOUZA
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
1997
1997ELIANA BORGES FLEURY CURADO. A Concepção de Monarquia em John de Salisbury.. 1997. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, GO. Orientador(a): JOSÉ ANTÔNIO DE C. R. DE SOUZA.4

Este trabalho investiga a teoria política de John de Salisbury, tal como se apresenta em seu livro mais importante, o Policraticus. Como cristão, John defendia a posição da Igraja nos conflitos entre os poderes espiritual e temporal, que pautaram os eventos políticos da Baixa Idade Média. Não era sua intenção mudar o status quo da sociedade de seu tempo, em que acreditava. Não obstante, criticou duramente os vícios e as más ações que poderiam corromper um bom governo. John entendia que uma República cristã deve se organizar de acordo com a natureza e com a aequitas, a justiça divina para o mundo: cada homem tem um lugar imutável e importante dentro da comunidade. O organismo político deve ser comparado ao corpo humano: possui cabeça, alma, coração, olhos, ouvidos e boca, flancos, mãos e pés. A alma é a parte mais importante do corpo político, pois se volta para o transcendente. A Igreja, pois, cuida da vida espiritual de todos e tem a responsabilidade de observar, corrigir e, se necessário, punir o príncipe. O governo temporal tem o dever de ouvir o sábio aconselhamento da Igreja e fazer com que a lei seja cumprida. Por outro lado, o elemento mais importante na comunidade é o indivíduo, pois mal ou bem partem dele, e não da sociedade. Assim, cada um tem de ser virtuoso, aceitar o papel que lhe cabe no corpo político e assumir uma parcela de responsabilidade pelo bem estar da coletividade.