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Dissertações

A constituição do sujeito e a razão vital em Ortega y Gasset

Daniel Isac Rito Aço

Dissertação
Autor
Daniel Isac Rito Aço
Orientador(a)
Castor Marí Martín Bartolomé Ruiz
Universidade
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS — UNISINOS
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2004
2004Daniel Isac Rito Aço. A constituição do sujeito e a razão vital em Ortega y Gasset. 2004. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS, RS. Orientador(a): Castor Marí Martín Bartolomé Ruiz.3

De temática e facetas tanto quanto diversas, busca-se mostrar em 'A constituição do sujeito e a razão vital em Ortega y Gasset' que o sujeito é vital, espiritual, circunstancial, cultural e historicamente constituído. Que ele, para viver e não desaparecer no naufrágio que lhe é constituinte, faz uso de uma peculiar razão, que outra não é senão a razão vital. Que ele é potencialmente um sujeito moral, podendo muitas vezes ser imoral. Que ele, dependendo do contexto histórico e do regime político, se vê mais ou menos livre, mais ou menos predisposto à moral, bem como mais ou menos livre ao pleno uso da razão vital. Num primeiro momento busca-se firmar alguns dados biográficos de Ortega, bem como trazer à tona sua análise sobre o homem espanhol, além de esboçar algumas idéias posteriormente desenvolvidas. Daí se segue a reflexão da análise de Ortega sobre a vida, e por isso disserta-se sobre o ensimesmamento e a alteração do homem, o perspectivismo, a cultura, as idéias e as crenças, a razão vital, o tema do nosso tempo e o filosofar do homem. Por horizonte da vida aí entende-se tudo o que envolve a realidade vida humana, bem como o percurso da História, e é claro, a História européia, porque o sujeito sobre o qual discorre Ortega é o europeu. E já finalizando, também o sujeito europeu continua sendo analisado. Iniciando a análise no campo da liberdade e da moral, do programa e do imperativo vital constituinte de cada qual, posteriormente a pesquisa incide sobre a figura do homem-massa, sujeito bárbaro, sem moral, homem dócil e voluntarista aos regimes totalitários europeus do século XX.