- Autor
- EDUARDO SUGIZAKI
- Orientador(a)
- JOSÉ NICOLAU HECK
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 1997
A Dissertação visa a appreender um tema particular do pensamento político nietzschiano, ou seja, a crítica do filósofo à democratização. A pesquisa está centrada em textos do filósofo e procura acompanhar o desenvolvimento e as transformações pelas quais passas as idéias e os conceitos diretamente ligados ao objeto em questão. O Capítulo I apresenta a concepção nietzschiana sobre a origem do Estado e do Direito. Com isto, estabelece-se a base teórica da conceituação nietzschiana de governo, bem como da crítica nietzschiana ao conceito democrático de governo, que são temas presentes nos textos do final dos anos setenta e que são tratados no Capítulo II. A concepção de origem do Estado é também um pressuposto da idéia da relação entre política moderna, declínio do Estado e enfraquecimento dos instintos humanos, tratada no Capítulo III. O Capítulo II apresenta, ainda, como, segundo o entendimento nietzschiano, a democratização, enquanto produto da tensão entre os partidos políticos e o socialismo, fundamenta e protege a civilização futura. O Capítulo III mostra como, desde o início dos anos oitenta, pela ampliação do alcance da crítica à moral da compaixão, Nietzsche passa a destacar a unanimidade moral e filosófica e não mais a tensão política entre os partidos políticos e o socialismo. O Capítulo III mostra ainda como, com o procedimento genealógico, em JGB/BM, surge o conceito de movimento democrático para designar, através de uma fórmula política, a prevalência da moral da compaixão, do conceito de felicidade reduzido ao de bem-estar e da concepção igualitarista da justiça e do homem. Com isto, explica-se como o movimento democrático é herdeiro de cristianismo e representa a negação da vida e da vontade de potência, o enfraquecimento dos instintos humanos, o declínio das instituições e a prevalência do instinto de rebanho contra as possibilidades de individualização abertas pela democratização da Europa.
