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A crítica do universalismo hegeliano em três tempos: Fanon, Dussel e Freire

Marcos de Jesus Oliveira, Elzahra Mohamed Radwan Omar Osman

Autor
Marcos de Jesus Oliveira, Elzahra Mohamed Radwan Omar Osman
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 2
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i2.2316
Páginas
395-404
Idioma
pt
2021Marcos de Jesus Oliveira, Elzahra Mohamed Radwan Omar Osman. A crítica do universalismo hegeliano em três tempos: Fanon, Dussel e Freire. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 2, p. 395-404, 2021.3

O objetivo deste ensaio é apresentar a crítica do universalismo hegeliano realizada pelo conceito de zona do não-ser de Franz Fanon, pela zona da exterioridade de Enrique Dussel e pela pedagogia do oprimido de Paulo Freire. A (re)leitura da dialética hegeliana operada pelos três pensadores auxilia na compreensão do substrato do pensamento que orientou a concepção europeia sobre a liberdade inscrita no campo da prática política, localizando-a no tempo e no espaço. Além disso, suas propostas de “descolonização da dialética” renovam a imaginação e a práxis filosófico-política dos países subalternizados pelo contexto das relações de força do mundo moderno/colonial, em busca de outras referências simbólico-epistêmicas necessárias à transformação social da realidade de desigualdades do continente latino-americano. O gesto dos três pensadores abre o texto filosófico ou, mais especificamente, o pensamento hegeliano, a um diálogo infinito, não totalizável, a uma crítica às tentativas de fechamento metafísico e/ou ontológico do conhecimento, a sua universalização.