- Autor
- Érika Felipe de Albuquerque
- Orientador(a)
- Jan Gerard Joseph Ter Reegen
- Universidade
- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ — UECE
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2004
RESUMO...A Felicidade é para Boécio o supremo bem de uma natureza guiada pela razão. Este estado de perfeição, configurado pela posse total de todos os bens, remete a quatro eixos basilares que conduzem o pensamento do filósofo ao longo da Consolação da Filosofia: Político, Teleológico, Antropológico e o Ético. No âmbito do político encontra-se a vida de Boécio. Acusado de crime de lesa-majestade, preso e condenado à morte e sob torturas escreve sua última obra. Nela descreve sua autobiografia, reflete a situação dos homens diante do governo que servira. Boécio, oprimido pelos reveses da Fortuna, questiona a natureza do mal, da Providência divina e da liberdade humana. Cogitando a respeito de sua existência aborda a natureza humana. O eixo antropológico é expresso associando-se ao eixo teleológico que fundamenta o discurso. Vinculados ao conceito de felicidade, os eixos direcionam para origem e fim do homem. O eixo político é posto sobre as condições necessárias ao homem para atingir seu fim, portanto uma ética. Nestes termos dissertamos em torno do conceito de felicidade. Tendo o soberano bem de uma natureza como pontual da teleologia esta converge para o eixo ético, posto que a razão é o guia de aperfeiçoamento da natureza humana. Dado que o Soberano Bem coincide com o princípio e o fim de todas as coisas, Deus é beatitude. Este estado de perfeição torna o homem feliz de acordo com o nível de participação experimentada neste princípio para o qual o homem tende necessariamente por meio da faculdade racional. Assim, quanto maior o grau de participação dos seres em Deus tanto mais divino o homem se torna.
