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A formação humana e a incapacidade de pensar: considerações sobre o problema do mal em Hannah Arendt

Marcos Alexandre Alves, Diego Carlos Zanella, Isis Moraes Zanardi

Autor
Marcos Alexandre Alves, Diego Carlos Zanella, Isis Moraes Zanardi
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
4 / 2
Ano
2017
DOI
10.18012/arf.2016.33701
Páginas
p.67-78
Idioma
pt
2017Marcos Alexandre Alves, Diego Carlos Zanella, Isis Moraes Zanardi. A formação humana e a incapacidade de pensar: considerações sobre o problema do mal em Hannah Arendt. Aufklärung: journal of philosophy, v. 4, n. 2, p. p.67-78, 2017.2

Este artigo pretende apresentar o tema da formação humana conectado à incapacidade de pensar, tecendo considerações sobre o problema do mal no pensamento de Hannah Arendt. A autora é conhecida como pensadora da política que concentrou atenção especial ao problema do mal que assolou o mundo na primeira metade do século XX. A partir da análise de Origens do Totalitarismo, de 1951, e de Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal, de 1963, pretende-se refletir acerca dos mecanismos que produzem o adormecimento da capacidade de pensar frente à necessidade da formação humana. A partir dessa análise, se perceberá que o problema do mal assume um viés radical, uma possibilidade de destruição completa do humano. Na análise do caso Eichmann, Arendt percebeu que o réu agia banalmente, manifestando sua incapacidade de pensar, o que tornou possível a normalização da insensibilidade frente o diferente. Portanto, a banalidade do mal implica na incapacidade de pensar, uma ameaça sempre constante à formação humana