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Dissertações

A idéia do infinito em Emmanuel Lévinas

Wender Jose da Silva

Dissertação
Autor
Wender Jose da Silva
Orientador(a)
Benedito Eliseu Leite Cintra
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2005
2005Wender Jose da Silva. A idéia do infinito em Emmanuel Lévinas. 2005. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Benedito Eliseu Leite Cintra.3

Este trabalho aborda a idéia do infinito no pensamento de Emmanuel Lévinas (1906-1995) a partir da crítica da representação e da assimilação, e da conseqüente proposta da ética como filosofia primeira..Todo o esforço deste exercício acadêmico pretende apresentar o edifício do pensamento levinasiano alicerçado sobre a idéia do infinito como infinito ético, que se concretiza na relação intersubjetiva do face a face, pré-originariedade da responsabilidade por Outrem na compreensão da subjetividade humana..Ressalta-se o emprego do instrumental fenomenológico husserliano, que permite o esclarecimento e uso de termos como desejo, transcendência, exterioridade, rosto, expressão e Sinngebung ética para descortinar, no horizonte de nossas experiência mais concretas, o sentido pré-categorial da alteridade. .O desejo, como Desejo metafísico, aspiração pura ou Bondade, caracteriza um ente preenchido que, no entanto, explode a quadratura da totalidade pela afecção de outrem. Afecção irreversível no interior das relações inter-humanas (afetividade) do finito pelo infinito pensada como idéia do infinito, acolhimento do absolutamente Outro..Lévinas busca em Descartes a forma da idéia do infinito cujo significado não contém seu termo, mas é transcendência na imanência. Na intimidade do eu mais profundo, cuja liberdade é investida de responsabilidade desde o apelo de outrem, dá-se uma relação com o tempo como tempo do outro, novidade absoluta. Assim, procuramos também abordar a noção de tempo como tempo descontínuo, ressaltando a dependência de Lévinas em relação a Bergson na produção desse sentido. A verdade do tempo está, para Lévinas, não na apreensão do número do movimento, mas na diacronia temporal, na transcendência que o tempo anuncia..Estudamos as noções de separação e interioridade, verdade e linguagem como categorias da idéia do infinito, e o rosto como vida e expressão, discurso primeiro antes de toda tematização. É a verdade da relação face a face que, em última e provocadora instância, põe em questão a racionalidade ontológica e anuncia, com ousadia e conseqüência, um humanismo do outro homem.