- Autor
- RODRIGO RIBEIRO DE SOUSA
- Orientador(a)
- ALBERTO RIBEIRO GONÇALVES DE BARROS
- Universidade
- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO — USP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2011
Na galeria de retratos da história, John Locke é apresentado com inúmeras facetas, que vão desde os rótulos de “pai do iluminismo” e “expoente do constitucionalismo liberal” a insígnias como a de “ideólogo da nascente burguesia” ou de “populista majoritário”. De forma subjacente a cada um dos contraditórios rótulos atribuídos a Locke, repousa, invariavelmente, uma diferente interpretação do conceito de liberdade enunciado no “Segundo tratado sobre o governo”. Diante de tão variadas interpretações da noção de liberdade para Locke, o propósito deste trabalho é analisar o conceito de liberdade enunciado no “Segundo Tratado”, a fim de destacar os argumentos que permitem e sustentam cada uma dessas visões. Para atingir esse objetivo, a dissertação é composta de dois capítulos. No primeiro, é analisada a liberdade exercida pelos indivíduos no estado de natureza. No segundo, analisa-se a enunciação da noção de liberdade política para Locke. Na conclusão, as noções de liberdade natural e liberdade política são relacionadas, com a apreciação do conceito geral de liberdade descrito por Locke no “Segundo tratado sobre o governo”.
