""""A Máquina do mundo revisitada"""" - por um novo paradigma, segundo Fritjof Capra
Venceslau Francisco Krokosz
- Autor
- Venceslau Francisco Krokosz
- Orientador(a)
- Edelcio Gonçalves de Souza
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2002
A presente pesquisa versará sobre a crise do paradigma científico dominante e o surgimento de um novo paradigma. O estudo terá como base o pensamento de Fritjof Capra que faz uma análise do paradigma científico atual, o qual tem como alicerce a visão fragmentada de mundo, em contraposição com um possível novo paradigma baseado em uma visão sistêmica de mundo...A apresentação deste novo paradigma acontecerá através do paralelismo que Capra faz entre a Ciência e o Misticismo Oriental. Uma aproximação que a princípio parece ser antagônica, e teria realmente esta roupagem se o objetivo fosse o de propor uma fusão da Ciência com o Misticismo ou uma volta da mesma aos primórdios do conhecimento pré-científico. No entanto, esta aproximação entre as duas visões terá como objetivo trazer à tona um elemento comum em ambas as visões: a visão sistêmica de mundo. No decorrer da pesquisa será possível constatar que a visão sistêmica não é um aspecto apenas do Misticismo, mas ela também se faz presente na Ciência conhecida como """"Ciência Ocidental""""...A presente pesquisa não terá como objetivo central apresentar um modelo ideal de Ciência para o futuro, mas apontar as razões pelas quais o paradigma dominante necessita de uma reformulação: a Ciência que concebe um mundo fragmentado necessita colocar as lentes de visão de um mundo sistêmico. É sobre esta profunda revisão de concepção do universo e do relacionamento do indivíduo com o mesmo que o presente estudo versará...As comparações entre Ciência e Misticismo são apenas ilustrativas e nem de perto insinuam uma fusão, ou pretendem, colocar a Ciência e o Misticismo no mesmo patamar com o intuito de lhes estabelecer uma escala d valores. Por outro lado, pode-se concluir que a Ciência necessariamente deverá passar por um """"renascimento"""". Esta volta que já está em curso, não é uma volta ao passado nos moldes de um renascimento no sentido lato da palavra. Não consistirá na eliminação radical dos elementos existentes e substituição por outros totalmente novos, mas será um renascimento no sentido de redescobrir o que a Ciência sempre foi desde o início e continua sendo, mas que por razões diversas acabou com a sua própria identidade velada: uma identidade que deve ser pautada pela visão orgânica de mundo, e não fragmentada.
