A ORIGEM E OS SIGNIFICADOS DO KITSCH: DIÁLOGO COM AS CONTRIBUIÇÕES BRASILEIRAS
Clotilde Perez, Sergio Bairon
- Autor
- Clotilde Perez, Sergio Bairon
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 52
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i52.11532
- Páginas
- 273-287
- Idioma
- pt
O artigo tem o objetivo de recuperar a origem do conceito Kitsch e sua evolução no tempo por meio da articulação de Karpfen (2017), Benjamin (1985), Greenberg (1986), Sontag (1964), Moles (2012), Eco (1998), Kulka (2011) e Morin (2015). Busca a compreensão da expansão do conceito no Brasil, apresentando o diálogo entre Rosenfeld (1987), Campos (1969), Pignatari (2002) e Souza (2019), sublinhando os pontos de contato com a perspectiva europeia e americana, que são muitos, e as singularidades brasileiras debatidas por esses autores, que são poucas. Conclui-se que há o predomínio da compreensão do kitsch em sua perspectiva original europeia e que os avanços estão indiciados no entendimento da contribuição sobre kitsch na expansão dos repertórios (Pignatari, 2002 e Campos, 1969) e como uma certa resposta às lutas das classes sociais, em Souza (2019). Tais considerações nos apontam para a necessidade de ampliar e aprofundar o entendimento do kitsch no Brasil, tanto pela exuberância das relações que mantemos com a cultura material e pela diversidade de gostos de uma população grande em processo sucessivos de imigrações, quanto pelas novas dinâmicas impostas pela sociedade atual no contexto da ambiência digital e das lógicas algorítmicas.
