A Paz Pérpetua Kantiana: A Filosofia das Relações Internacionais
Roberta Pereira Santana Gordo
- Autor
- Roberta Pereira Santana Gordo
- Orientador(a)
- José Gonzalo Armijos Palacios
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS — UFG
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2007
Neste trabalho, deteremos nossa atenção na teorização de um sistema federativo mundial que, sob o prisma kantiano, compreenda o conjunto específico das relações pluralistas inseridas nas relações entre Estados. Immanuel Kant acreditava que a humanidade caminhava para a solução racional dos seus conflitos e que as nações deixariam de ver a guerra como a solução viável e procurariam o diálogo e o consenso como padrões de relacionamento internacional, chegando a antever uma espécie de organismo internacional que funcionaria como mediador de conflitos. Isto foi expresso em seu opúsculo Paz perpétua e em alguma medida nas suas teses sobre a história. Para o autor alemão a paz perpétua é uma conquista que se realizará aos poucos, o fio condutor de sua realização é a idéia de progresso para o qual caminha a humanidade que juntamente com a natureza promove a realização do sumo bem político. Pretende-se fazer uma releitura de Paz Perpétua, discutindo essa obra como a Filosofia das Relações Internacionais, na busca de um embasamento político-filosófico para o problema da não efetivação da paz como norteadora das relações internacionais. A partir de uma análise das obras de Kant e observando os acontecimentos da atualidade, percebe-se a necessidade da obtenção da paz para o desenvolvimento das nações no sistema internacional. Disso se depreende a necessidade de travar um diálogo com a Filosofia Política, visando alcançar uma compreensão mais profunda das múltiplas manifestações conflitantes com a paz no cenário contemporâneo.
