A PRUDÊNCIA COMO FUNDAMENTO ÉTICO DE LEVIATÃ DE THOMAS HOBBES.
Juciano Aparecido de Freitas Ricardo
- Autor
- Juciano Aparecido de Freitas Ricardo
- Orientador(a)
- Paulo Guilherme Domenech Oneto
- Universidade
- UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2009
Esta dissertação realiza um estudo sobre a prudência como fundamento ético do Leviatã de Thomas Hobbes. Sua obra se divide em quatro partes: “Do Homem”, “Do Estado”, “Do Estado Cristão” e “Do Reino das Trevas”. Investigaremos a prudência nas duas primeiras partes. Em “Do Homem” analisa-se o caráter insociável dos homens que temem perder seu bem mais precioso: a vida. O risco se dá por eles serem livres e isentos de um poder controlador. A ausência de limites no estado de natureza torna cada indivíduo uma ameaça para o outro. Por ser a razão incapaz de por si só conter os conflitos, os homens recorrem à experiência a fim de saírem da realidade caótica em que se encontram. Numa atitude prudente todos pactuam e transferem o seu poder a um terceiro, o soberano, a quem caberá realizar a paz e a ordem, fim para o qual foi constituído. Desenvolveremos de início o conceito de prudência e em seguida trataremos da natureza humana. Tomaremos Aristóteles como interlocutor de Hobbes pela divergência que têm a respeito da natureza dos homens. Hobbes apresentará a construção da sociedade política a partir de um contrato ao rejeitar uma tendência natural à sociabilidade entre os homens. Em seguida analisaremos a superação da realidade caótica, fruto dos conflitos de poder, e a passagem ao Estado Civil por uma atitude prudencial. No tratamento do Estado procuraremos mostrar o valor da prudência como cautela na preservação de seu poder. Enfim, procura-se mostrar importância da prudência tanto no erguimento do Estado quanto na sua preservação, isto pela força dos desejos humanos provocar uma crise tão intensa a ponto de a razão sozinha não conseguir contê-la, onde cabe a atitude prudencial.
