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Dissertações

A psicofisiologia do vivente. Um estudo acerca da sensação enquanto manifestação da unidade corpo-alma em Aristóteles

LEILA SILVA DE MIRANDA BERNARDES

Dissertação
Autor
LEILA SILVA DE MIRANDA BERNARDES
Orientador(a)
MÍRIAM CAMPOLINA DINIZ PEIXOTO
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS — UFMG
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012LEILA SILVA DE MIRANDA BERNARDES. A psicofisiologia do vivente. Um estudo acerca da sensação enquanto manifestação da unidade corpo-alma em Aristóteles. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, MG. Orientador(a): MÍRIAM CAMPOLINA DINIZ PEIXOTO.5

Esta dissertação expõe nossa investigação acerca das questões relativas ao problema da unidade corpo-alma na filosofia de Aristóteles, considerando com aspecto fundamental dessa relação as atividades psicofísicas. Seu desafio consiste na identificação dos elementos que singularizam a doutrina aristotélica do hilemorfismo no quadro de seu estudo dos entes naturais que participam da vida. Para tanto, o campo estabelecido para nossa investigação foi aquele dos fenômenos que, sendo comuns ao corpo e a alma, constituem as condições necessárias à subsistência do vivente enquanto tal. Embora os estudos de Aristóteles acerca do vivente se desenvolvam em diferentes caminhos e contextos de, é especialmente nos opúsculos dos Parva naturalia, ao privilegiar o estudo da natureza e das manifestações dos processos ligados à vida, que encontramos os principais elementos para a compreensão da efetividade da unidade vivente, dentro os quais se destaca a sensação. Com efeito, ao singularizar o caráter da vida animal em relação aos demais viventes, é na sensação que temos a primeira atividade que se manifesta no animal e que configura, assim, uma determinada relação de simultaneidade e/ou subordinação com respeito às demais manifestações psicofísicas (Sens., 1, 436b3-6). Além disto, ao manifestar a potência sensível, o vivente adquire uma maior complexidade, e se mostra possuidor de melhores condições para alcançar o seu télos e participar, efetivamente, do eterno e divino, não de maneira contínua, mas pela produção de outro ser semelhante a si mesmo (DA, II, 4, 415a3-7)..Consideramos o estudo da sensação nos Parva naturalia como uma ocasião privilegiada para a compreensão da unidade corpo-alma do vivente em função da manifestação das atividades que ele realiza.