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Dissertações

A QUESTÃO DA MORAL A PARTIR DE HUMANO, DEMASIADO HUMANO: UM LIVRO PARA ESPÍRITOS LIVRES

Vinicius Andrade de Almeida

Dissertação
Autor
Vinicius Andrade de Almeida
Orientador(a)
Flávio Augusto Senra Ribeiro
Universidade
FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA — FAJE
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2012
2012Vinicius Andrade de Almeida. A QUESTÃO DA MORAL A PARTIR DE HUMANO, DEMASIADO HUMANO: UM LIVRO PARA ESPÍRITOS LIVRES. 2012. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — FACULDADE JESUÍTA DE FILOSOFIA E TEOLOGIA, MG. Orientador(a): Flávio Augusto Senra Ribeiro.2

Este trabalho analisa a crítica histórico-genealógica da moral, a partir de Humano, demasiado humano: Um livro para espíritos livres de Nietzsche. O ponto central do projeto de Nietzsche consiste em fazer a crítica genealógica, reescrevendo a história dos valores morais ocidentais. O filósofo critica, ao fazer sua genealogia, o caráter absoluto dos valores morais e do seu caráter utilitário para a vida, entendendo que o processo histórico é uma sucessão de erros interpretados pela razão de que existe um em si dos valores e sentimentos morais apoiados em um mundo ideal do qual advém os valores. O filósofo critica os valores morais como benevolência, compaixão, virtude, justiça e bem, que remetem a uma vontade de verdade que se pretende absoluta. Dessa forma, a vontade de verdade que se apoia num primado finalístico, visa à própria conservação do homem, dominando-o e domesticando-o. A pesquisa constata que a reflexão da gênese dos valores e sua exigência pela verdade instigam o pensamento não na pura destruição dos valores, mas sim numa investigação que possa levar à origem dos mesmos, na incessante busca pela formulação de novos valores, mostrando assim que os valores, justamente porque foram criados pelo homem, podem ser novamente pensados e reformulados constantemente. Essa dissertação aponta, portanto, que não se pode fazer afirmações morais em que o caráter absoluto da verdade prevaleça. Não existe uma única verdade moral que não esteja ligada a um tempo histórico ou a uma situação que não seja sintoma cultural e, portanto, humano, demasiado humano.