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Dissertações

A questão da verdade na metafísica cartesiana: uma abordagem a partir do conceito de alétheia.

PEDRO DO NASCIMENTO RAMOS

Dissertação
Autor
PEDRO DO NASCIMENTO RAMOS
Orientador(a)
GILVAN LUIZ FOGEL
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
MESTRADO
Ano
2008
2008PEDRO DO NASCIMENTO RAMOS. A questão da verdade na metafísica cartesiana: uma abordagem a partir do conceito de alétheia.. 2008. Dissertação (MESTRADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): GILVAN LUIZ FOGEL.2

A presente dissertação pretende analisar a questão da verdade na filosofia primeira de Descartes a partir do conceito heideggeriano de alétheia. Este conceito, cuja denominação remonta à sua origem imediata grega, compreende a essência original da verdade no sentido de desvelamento. Desta forma, ele mesmo se transforma no fundamento que possibilita a adequação entre a coisa e o intelecto, tida durante muito tempo pela tradição metafísica ocidental como a definição formal da verdade. Ora, se a tese de Heidegger sobre a essência da verdade é realmente radical, então ela precisa poder ser visualizada no interior da metafísica cartesiana, já que Descartes aceita (aparentemente) sem maiores problemas a definição de verdade enquanto adequação. O problema assim formulado, portanto, assume para esta dissertação a seguinte tarefa: determinar o fundamento da metafísica cartesiana sobre o qual se sustenta a verdade enquanto adequação. Esse fundamento, no entanto, precisa ser conquistado a partir de duas frentes bastante distintas: em primeiro lugar, como fundamento ôntico do ente (verdade do ente); em segundo lugar, como """"fundamento"""" ontológico (verdade do ser). Quanto ao fundamento ôntico, a dissertação pretende mostrar em que sentido o ego (o eu) - e não Deus - acaba se configurando como a nova verdade ôntica da modernidade. Quanto ao """"fundamento"""" ontológico, ela pretende mostrar de que forma a morte precisa ser entendida como a verdade ontológica do ego, isto é, do sujeito cartesiano.