- Autor
- SÔNIA RIBEIRO MORAIS
- Orientador(a)
- MARIA EUNICE QUILICI GONZALEZ
- Universidade
- UNIVERSIDADE EST.PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO — UNESP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- MESTRADO
- Ano
- 2000
Esta dissertação analisa o papel das representações mentais na percepção visual. Para este estudo adotou-se, como ponto de partida, duas perspectivas: a representacionista (que defende a hipótese de que a relação entre organismo e meio ambiente na percepção visual depende de representações mentais) e a não representacionista (que tem como hipótese a ocorrência da percepção através de uma relação direta entre organismo e meio, que dispensa as representações mentais). Devido à dificuldade em analisar a importância das representações mentais na percepção visual, este trabalho se volta para a questão dos erros perceptivos e das ilusões, e enfoca o papel desempenhado pelas representações mentais na ocorrência do auto-engano, atitude esta que parece interferir na percepção visual. Ainda mantendo o foco na elucidação da atividade perceptiva, enquanto mediada (ou não) por representações mentais, a dissertação se concentra na área da Ciência Cognitiva, campo suscetível ao estudo da percepção visual em outros sistemas além dos biológicos. A Ciência Cognitiva, inicialmente, adotou a perspectiva representacionista; seus modelos da IA e das RNA basearam-se em representações mentais. Porém, como eles apresentaram algumas limitações, se comparados aos organismos, surgiu a necessidade de abordar certas noções como auto-organização, circularidade causal e complexidade. Argumentamos que essas noções desenvolvidas pela Ciência Cognitiva Dinâmica constituem uma alternativa para a construção de máquinas que simulem o comportamento perceptivo dos seres vivos, além de criarem expectativa quanto à elucidação das funções da representação mental.
