A SIMBIOSE ENTRE A DIFERENÇA, A HISTÓRIA E A MORTALIDADE: uma contribuição de Heidegger
Laura Meirelles Beghelli
- Autor
- Laura Meirelles Beghelli
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 16 / 31
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2025v16n31p26-49
- Páginas
- 26-49
- Idioma
- pt
O presente artigo tratará as noções de tempo-espaço (Zeit-raum), de diferença, de história, na suas vertentes Historie (estória) e Geschichte (história), e de mortalidade enquanto experiência de morte singular aos seres humanos através do pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976). Para realizar de tal tarefa, delinearemos dois grandes pilares epistemológicos do pensamento heideggeriano. O primeiro se encontra no final do 7º§ de Sein und Zeit (1927) (Ser e tempo) e trata da guinada hermenêutica ontológica da fenomenologia e seu caráter histórico. O segundo pilar é assinalado em Zur Seinsfrage (1955) (Sobre a questão do Ser) e, do seio do debate sobre a essência do niilismo, faz referência ao caráter constitutivo, não acessório, de um identificável problema no seio da arquitetônica de um sistema. Através desses dois pilares, o artigo pavimentará um caminho investigativo para desdobrar uma compreensão das três noções propostas acima e que, ao mesmo tempo, se mostrarão já em jogo na edificação da própria epistemologia heideggeriana.
